Agronegócio na Expointer mostra Brasil que dá certo

Em meio aos problemas nacionais, começando pelas finanças públicas, o déficit do Tesouro Nacional e o do Estado, eis que chegamos a mais uma Exposição Internacional de Animais, a Expointer. Malgrado as dificuldades, pode-se afirmar que o agronegócio é um setor em expansão. Ele impulsiona o desenvolvimento econômico, científico e tecnológico e contribui para transformar o Rio Grande do Sul e o País em potência na área.
Nos dias atuais, não é exagero se afirmar que esse grandioso negócio é a principal locomotiva do Brasil. Com efeito, o agronegócio responde por um em cada três reais na economia brasileira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a soma de toda riqueza da agropecuária alcançou, em 2015, a marca de R$ 263,6 bilhões. Assim sendo, estima-se que o agronegócio é responsável por 33% do Produto Interno Bruto (PIB), 40% das exportações totais e 30% dos empregos brasileiros. No ano 2000, a safra de grãos do Brasil não chegava a 100 milhões de toneladas, enquanto, na safra 2015/2016 foi superior a 210 milhões de toneladas.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), somente de soja foram 101,2 milhões de toneladas, ou seja, cinco milhões a mais do que na safra anterior. Em 2015, quando o PIB brasileiro teve uma queda de 3,8%, o setor agropecuário registrou crescimento de 1,8% em relação a 2014. Desta forma, o campo aumentou seu peso na economia e passou a responder por 23% de tudo o que é produzido aqui.
Neste 2016, a expectativa é de maior crescimento, por meio do ganho de produtividade alcançado pelo agronegócio brasileiro, com uma verdadeira revolução no campo, e que criou uma agricultura tropical sem paralelo no mundo. Neste contexto está o ramo da agricultura familiar.
Cada vez mais fortalecida com produtos orgânicos, principalmente, e que, de maneira lenta, mas irreversível, vem aumentando sua participação junto aos consumidores.
Por isso, a Expointer sempre traz uma lufada de vento fresco sobre o agronegócio do Rio Grande do Sul. É irresistível o otimismo que toma conta do pessoal do campo e que se estende até as cidades, principalmente ecoando seus fluídos positivos em Porto Alegre, onde pulsa o coração administrativo-financeiro do Rio Grande do Sul.
Há décadas que a economia gaúcha vai bem quando a agricultura e a pecuária vão bem. É fato antigo, conhecido pelos gaúchos desde muito. No entanto, a crise mundial ainda está presente na Europa, agora com a dificuldades em lidar com centenas de milhares de migrantes que fogem do Norte da África e do Oriente Médio, atravessando o Mediterrâneo, onde guerras localizadas levam o desespero, especialmente na Síria. Assim, os mercados das commodities mantêm o ritmo da “gangorra”, ou seja, sobem e descem ao sabor das crises, principalmente em razão do apetite, literalmente, por grãos da China.
Nos Estados Unidos da América (EUA), os preços de grãos como milho e soja sobem e descem, conforme o maior ou menor uso do milho na produção do etanol. A crise sem fim da Europa fez a China desacelerar e comprar menos produtos básicos no exterior, incluindo o Brasil.
O que interessa, a partir de agora, é a Expointer. Com ela, a premiação O Futuro da Terra que completa 20 anos, promoção do Jornal do Comércio que acontece nesta segunda-feira, dia 29 de agosto. O evento hoje é uma tradição mais do que incorporada à exposição maior do agronegócio sul-rio-grandense. O sucesso da Expointer mostra um Brasil que dá certo.

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